sexta-feira, 11 de março de 2011

Cara nova

Com ares mais novos, com cheirinho de lavanda Johnson's. É assim que sinto o meu blog e essa minha nova fase. Mudei o título que era Feixe de Rock pra Bruno com é, como vocês devem ter notado. Talvez por só me chamarem por esse nome - nada contra, mas o meu é com a letra é, porra.
Avesso à vida moderna, acho que me entupi de estresse e falta de inspiração - ou pelo menos de tempo - e decidi que, mesmo assim, vou espremer o máximo possível dessa massa cinzenta que o deus Thor me deu.
Besteiras à parte, a verdade é que pretendo colocar aqui muito mais de mim e ser (mais) fiel ao leitor, que mal conheço. Todo escritor acha que conhece quem o lê. Mas é muito difícil fazer um perfil adequado. Prefiri seguir pela trilha mais incômoda.
Como de costume, não gosto de caminhar senão pelo vale das sombras e minha literatura aponta o dedo pra lá, mesmo sabendo que não sei o final de nenhum conto ou nenhuma crônica ou nenhum poema ou nenhuma merda ou merda nenhuma. E pra que vírgula?
Serei assíduo e espero que vocês também. (O texto, danado, não quer ter parágrafos...)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A vida cheira a peidos úmidos (Epílogo)

Leitor paciente, leia aqui antes de mais nada:

*
Fui pra cama. De repente, não me sentia no todo. Acho que eu tava apagando de vez, pra ficar coisa de cinco dias dormindo. E cinco noites, claro. Minhas antenas mesmo assim ainda estavam ligadas. Percebi raios catódicos e cognitivos passeando entre meus hemisférios. Parecia que minha mente estava sendo fatiada bem lentamente e em fatias bem modestas – como numa ressonância magnética.

Carol me falava que sempre desejou ficar em transe e conhecer outras galáxias ou mesmo a Nebulosa de Órion; não lembro direito. Eu vagamente ouvi falar dessas experiências; imagine de EQM... Experiência de Quase Morto, como dizem. Tive a sensação de ficar mais leve.

Era a minha alma se dissipando. Ainda dessa forma eu tinha a consciência de que eu existia e tinha um papel no mundo das ideias, logo adiante. Nunca acreditei muito em Deus, mas agora sentia a mão do Criador puxando meus cabelos e chegando mais perto pra conferir meu bafo de álcool. Ele, um sujeito deveras iluminado, se afastou logo. (Acho que ele não gosta de cerveja nem uísque... o negócio dele mesmo é vinho!)

Deus era mais pra um espírito albino sem olhos do que o velhinho de longas madeixas e barba brancas que sempre achei que poderia ser. Afinal, é o que todos pensam dele. Quem sabe se o diabo é lá vermelho...

Nesse meio tempo, consegui ver, mesmo com o ambiente clareando demais, (Devia ter fechado a porra da cortina!) que algo um tanto transparente flutuava logo acima de mim. Era meu espírito.

Eu estava lindo. Um pouco gordinho, mas uma coisa divina. Sem olheira, com a barba feita, tomado banho. No entanto, como eu conseguia pensar, se meu espírito estava fora de mim? (“Ele está fora de si!”) Podiam pensar que eu estava ficando louco. Isso só podia ser um sonho. Tinha de ser!

Eu já estava começando a entrar em pânico. Quando me dei por mim, não conseguia me mexer. Nem uma mecha do cabelo pré-grisalho sequer. Foi aí que entendi o que aquilo em cima de mim, nadando no ar, queria.

Debruçou-se sobre mim, pra lá e pra cá – me assustei um pouco. Ele me fez sinal pra esperar, resmungando que não iria me machucar, afinal de contas, eu era ele. Me perguntei se meu clone sobrenatural tinha os mesmos medos, os mesmos desejos, além das feições.

Ele foi se afastando, com destino certo. (Vou morrer aqui nesse lugar e vai ser agora!) Minha pupila estava meio dilatada e o meu espírito, desfocado. Chegou à geladeira, abriu aquela Brastemp branca velha cheia de cerveja em lata e tirou uma. Minh’alma abriu enfim o líquido e bebericou. (Que porra é essa?!) Fiquei feliz e ao mesmo tempo todo estranho.

Beber depois da morte era algo que me deixava curioso. Que gosto teria? Haveria aquele frenesi nas nossas veias? Por que a cerveja não caia simplesmente no chão, já que aquilo ali à minha frente era somente uma alma penada? Como é que...

Como é que eu voltei a mim mesmo? Só agora acordei. Era um sonho. Tinha sido mesmo?! Decidi parar de beber pra sempre. O medo da morte bateria à porta sempre que olhasse para alguma bebida alcoólica e... E eu queria viver. Quero.

Carol chegou do trabalho – eu ainda estava muito cansado; tinha dormido muito pouco. Dei a notícia:

— Parei de fumar!

— Que bom, amor! Vou poder beijar na sua boca agora — brincou ela.

— Não, não. Parei de beber...

— Hã? Não acredito!

— Tive uma experiência muito caótica enquanto você estava trabalhando e decidi parar com essa merda. Ficar cheirando a cachorro sarnento não é lá muito agradável... Eu nem fico mais bêbado!

— O que aconteceu?

— Nada. Só não quero mais beber nem tocar no assunto.

— Por quê?

— Fiquei com medo.

— Que dia é hoje?! — Ela fez cara de surpresa. As maçãs do rosto foram crescendo, crescendo. Abriu o sorrisão que só ela... — É dia 13. Sexta-feira 13!

— Pare!

— É sexta 13... Mas você, hein? Um homem desse tamanho... Com medo de um diazinho qualquer...

— Não é, não. Eu tenho pavor!

— Deixe de besteira, amor.

— Amor, o caralho!

— Errr. — Carol tinha na feição do que se chama de “O quê, rapaz?!”. Ela ruminou um pouco, não conseguindo engolir aquele insulto. — Não fale assim comigo...

— Se foda! — Peguei uma faca cerrada e fui atrás dela. Me sentia bem com isso. Era uma sensação nova. Ela não acreditava no que via. Estávamos “conversando” na cozinha e ela saiu correndo em direção à sala.

— Fique longe de mim, seu doido, filho da puta!

— Venha cá, sua vaca. Vou lhe mostrar o medroso!

Segui na direção dela, com a ira transbordando nos olhos. Parecia mais um pitbull atrás de um gato siamês manco. Ela tinha tropeçado na mesinha de centro – a canela dela latejava. (E a cadela latia!) Gritava palavrões inaudíveis pra mim, que estava fora de meu estado normal. (Minha alma realmente voltara pra mim? Sou um ser sem alma agora! Vou cortar o pescoço dessa puta!)

— Chegue pra cá, meu bem! Venha sentir a porra da lâmina na sua barriga!

— Eu estou grávida, Darrel!

Aquelas palavras não tinham sabor algum. Nos ouvidos, só ouvia o meu próprio batimento acelerado, dominando as minhas têmporas. Foi aí que ela, dando a volta pelo sofá-cama salmão, tropeçou na mesinha de centro de novo, pegou o narguilé caído e jogou com uma precisão cirúrgica no meu rosto. O vidro dilacerou meu lado direito, logo abaixo do queixo. Fiquei grogue, mas ainda dei uma facada no braço que ela jogara o objeto.

A casa estava se movendo rápido. Era eu caindo no chão. Havia sangue – só não sabia se era todo meu. Na queda, meu pescoço quebrou na bendita mesinha de centro da sala. Carol, um pouco afastada, sentou no tapete e começou a chorar com uma mão na barriga. (O bebê! O meu filho!) Apaguei. Finalmente pude ver minha alma. Ela estava na cozinha, o tempo todo. Estava bebendo as minhas cervejas de novo. Fiquei puto e esqueci do bebê. Aquele era eu-alcoólatra. E eu agora era um bicho.

Quando ela, a alma, retornou, senti uma vibração. Comecei a chorar desacordado. Minhas lágrimas inundaram o tapete ensanguentado e minha mulher pode perceber. Parou de chorar. Veio até mim e fez carícias.

— Seu merda, eu te amo! Mesmo assim. Não morra...

(Eu também te amo! Mas não num dia 13...) Eu já estava morto. Mas não sabia por que minha alma tinha voltado. Esse agora era o meu lugar, pra sempre. Finalmente eu teria a minha própria casa mal-assombrada.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O banheiro

O banheiro é o lugar onde, com efeito, nos parecemos mais. Sentamos num trono de igualdade. No entanto, não estou em tal posição desfavorável. Ajoelhados também somos todos frágeis. A ânsia ou o próprio vômito nos diz: “Ei, bora parar?” – tamanha a nossa teimosia!


Levantei, enchi a mão com água da torneira e beberiquei. Depois bebi. Depois cuspi. Minha boca tinha aquele gosto, sei lá, agridoce. Gosto de cabo de guarda-chuva. Pronto, era isso! Lavei o rosto e me olhei no espelho meio que cinematograficamente, bem devagar.


– Nunca mais eu vou beber – eu disse.


Minha lânguida face escondia um riso tímido. Às vezes, eu acho que a gente nasce pra fazer o que é errado. Eu tenho refluxo. Refluxo gastrointestinal, para os leigos. Leite seria uma ótima pedida. Mas eu só gosto de algo com álcool. Cigarro não me apraz. Fico com o sabor da morte na boca. Minha namorada não merece beijar defunto.


No mais, eu de certo modo estava com o paladar um pouco... diferente. Tratei logo de escovar os dentes. Colgate. Gosto do gosto. Já comi algumas vezes, inclusive. Eu acho que eu tinha dormido e acordado bêbado e precisei de algo doce. Desejos de bêbado – sabe como é...


O engraçado disso tudo é que eu ainda estou me encarando no espelho. Eu pensei: “Espelho, espelho meu! Existe alguém mais bêbado do que eu?”. Depois de exatos cinco segundos, ouvi uma voz obscura pela acústica do banheiro de 3m²:


– Ei... – Eu me arrepiei todo e, meio atordoado, mandei o espelho se foder, pensando, na verdade, que era a minha mente me pregando uma peça. Mas não! De novo, só que dessa vez com autoridade e num tom bem mais agudo:


– Abre logo essa porra de porta que eu quero vomitar... – É, o espelho respondera; havia alguém com mais ressaca que eu. Era a minha namorada, Amanda. Cinco anos mais velha que eu. Era linda. Pra se ter uma ideia, quando fazíamos amor, eu a chupava toda; quando fazíamos sexo, eu começava chupando pelo pé da cama...


– Calma, minha ama Amanda... você me ama?


– Anda! Deixa de conversa que eu tô quase...


Vomitando. Vomitando em cima de mim, ao abrir a porta. Era sexta-feira. O fim de semana, pelo que parecia, tinha começado a mil. Porém, meu raciocínio estava a cinco km/h. Aquilo verde-amarelo-bege-com-pedaços-de-carne-de-frango havia me acordado de vez.


– Porra, Amanda! Você vomitou no meu pinto!


– Bem, acho que foi na sua barriga...


– Mas desceu.


– Desculpa – sugeriu ela, lavando a boca na pia.


– Agora limpe.


Ela veio limpar justamente com a boca com aquele gosto agridoce que eu bem conhecia. Mas não tinha como reclamar. Levantei-a. Dei um beijo daqueles. Ainda tive tempo de abrir o box e enfiá-la lá dentro. (Fizemos sexo ali mesmo, com o chuveiro ‘no quente’.)


De repente, recordei do espelho: “Espelho, espelho meu! Existe alguém mais feliz que eu?”. Sem brincadeira, em outros exatos cinco segundos, Gabriel, meu companheiro de apê, clama do outro lado da porta do banheiro, esmurrando-a:


– Abre aí que eu quero cagar!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O crítico de música

Crítico de música é um bicho que não consigo classificar. É um homo sapiens sapiens sapiens ou sei lá o quê. O cara que sabe da porra-louca toda. Ninguém pode discutir, argumentar, questionar. Isso é bom; aquilo é ruim. O que Platão, Kant, Hegel e Mark Knopfler falaram não importa. “A estética do belo está dentro de você”, dizia.


Numa dessas entrevistas a esses jornalistas de rádio nababos de sabedoria de internet, ele, Nelson Holanda, divagou sobre o tema:


Jornalista: OK, OK, estamos ao vivo. Tudo bem? Seja bem-vindo. O que o senhor acha da música atual?


Nelson Holanda: Olá a todos os ouvintes. Eu não acho nada. A música atual morreu, porque o rock morreu e música pra mim é rock.


Jornalista: Por que o senhor acha que o rock morreu?


NH: O rock errou, como já mencionou Lobão — inclusive é o nome de um CD dele. Bem, esse estilo já foi interessante um dia. Mas morreu e cortou os pulsos junto com o grunge.


Jornalista: Que outros gêneros você recomenda para quem nos lê?


NH: Rock.


Jornalista: Certo. (Risos) Mas o que mais?


NH: Heavy Metal.


Jornalista: Errr, mas não há mais nada que o senhor goste?


NH: Claro.


Jornalista: O quê?!


NH: Gosto de deixar jornalistas do seu naipe assim... voando (risos). Eu tô brincando! Não é só o rock que presta! Gosto de muita coisa além disso. Gosto mesmo é de classificar as pessoas pelo que elas escutam, isso sim! Gosto mesmo.


Jornalista: Ah, é? E o que o senhor acha de quem escuta forró?


NH: Vou fazer um raio-X simples. Quem ouve essas coisas só pode ter problemas. As músicas falam das mesmas coisas. Amor, gaia, sexo pervertido.


Jornalista: Entendo. E sertanejo?


NH: O povo que escuta isso é metido a boyzinho. Gosta de andar em vaquejada e se meter em confusão. Tem na cabeça o que o boi tem. E não tô falando de chifre...


Jornalista: O senhor não acha que está pegando um pouco pesado?


NH: Não.


Jornalista: E quem escuta samba, pagode, MPB?


NH: Por que você colocou tudo num pacote? Ora, quem escuta samba não gosta de pagode e vice-versa. Quer dizer, não sei. Tudo é uma merda só, bem como a Merda Popoular Brasileira.


Jornalista: Nelson, nós estamos ao vivo e milhares de pessoas estão nos ouvindo... Meça as palavras. E, enfim, quem ouve rock é o quê?


NH: Viado.


Jornalista: Como?!


NH: Gay, trolo, homo, baitola, emo.


Jornalista: Mas eu não falei neste instante que estamos ao vivo? E outra: você disse que gosta de rock... Nelson, você é gay?


NH: Não, sou eclético.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A vida cheira a peidos úmidos (Capítulo III)

Leitor, rapaz, leia aqui primeiramente:
Prelúdio, Prefácio, Cap. I, Cap. II


*

Mas não sei por que eu não conseguia pregar o olho. Mal lembrava que horas eram... (Deixe-me conferir no relógio da cozinha... Depois de alguns passos até lá, voltei pra minha máquina de escrever.) Bem, já eram 10h! Devia haver alguma explicação pra isso.


E havia. Olhei de relance para o calendário 1995, atrás de mim, na geladeira. Era dia 13. Era dia 13 de agosto. Era sexta-feira 13 de agosto. Estava explicado. Senti um ar gélido nas minhas entranhas. Toda a minha ossatura se arrepiara só de pensar nesse dia, nesse mês. Não que houvesse acontecido comigo nada de significante especificamente nesse dia, mas, porra, era sexta-feira 13! E em agosto!


Como todos sabem, a tal sexta-feira 13 é tida com o dia do azar. E agosto é um mês de mau agouro. Não sei o porquê disso direito, mas meu pai morreu em agosto; Getúlio Vargas se matou; as bombas estadounidenses atingiram Hiroshima e Nagasaki; e por aí vai.


Tenho paraskevidekatriafobia. Traduzindo pro português, tenho parascavedecatriafobia. Fobia desse dia, em específico. As pessoas dizem que a sexta-13, vinculada ao mês de agosto, teria alguma ligação com as bruxas. Minha casa está sempre suja. Odeio vassouras.


Até no Tarô, o número 13 representa a Morte! Porra, isso me persegue. Há sexta-feira 13 todo ano – pelo menos uma vezinha. Mas eu não queria ter esse medo. Essa crença no azar desse dia maldito começou no século 19 e se intensificou no 20 – pelo menos uma vezinha não deu 13, né?


Na verdade, às 13h daquele dia, algo não muito agradável iria acontecer. E meu medo aumentaria. O pânico tomaria conta de mim. E eu não saberia tomar qualquer decisão séria, usando somente o recurso racional. E não falaria nada inteligível aos ouvidos humanos e sãos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A vida cheira a peidos úmidos (Capítulo II)

Leitor, meu querido, venha aqui primeiro:
Prelúdio, Prefácio, Cap. I


*

Não vou parar de fumar. Ponto. Ponto continuativo. Não consigo. Essa merda é boa demais. Eu como bacon, como ovo, como miojo, como picanha, como gordura à fole, como o que for. Vou morrer pela boca mesmo... Que seja pelo cigarro, pelo menos. Deitei. Pensei na vida. Não tinha nada pra pensar. Nada que valesse a pena. Nada que eu lembrasse que valia a pena. Nada que eu lembrasse que podia valer a pena. Nada que...


Nada que eu pudesse reclamar ainda mais. Fato. Tentei dormir. Me virava de um lado ao outro. Ai, que travesseiro fofinho! Mas nada de eu dormir... Levantei. Fui na geladeira. Peguei a garrafa d’água, despejei tudo na pia. Peguei uma cerveja, despejei tudo na garganta. Ou melhor, “depositei”.


Quando eu bebo, penso demais. Isso é sempre ruim. Ruim pra quem ouve, ou pra que lê. Foda-se. Eu tô em paz comigo mesmo. Mas ainda quero saber o porquê de querer batata frita torrada... nunca gostei de negro. Sou racista. Mas daqueles racistas conscientes, se é que isso existe. Odeio aqueles que se “exilam” num pensamento de reconquista de direitos negros.


A sociedade já é negra. E ela própria já é preconceituosa. Eu só quero a minha batatinha torradinha. Não tem nada de mais nisso. Depois disso, eu posso ir até dormir. Já pensou que sossego?! Que falta faz minha mulher agora. Ela faria a batata frita do jeito que eu não gosto e pronto.

A vida cheira a peidos úmidos (Capítulo I)

Leitor, meu caro, pra entender, de fato, leia antes:

*

Na verdade, era a fumaça de meu cigarro. Mas tinha o mesmo cheiro, sei lá. Vou parar de fumar Camel. Vou parar de fumar. Pronto, parei. Decidi isso, apagando um cigarro que eu havia acendido sem avisar no “Prefácio” aí atrás. De repente, me peguei acendendo outro. Mas era só pra ver se o maldito Halls preto derretia na boca.