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terça-feira, 11 de maio de 2010

Pronto! Piada pronta

Os padres de Arapiraca agora só estão celebrando missa no período noturno. Afinal, a noite é um coroinha...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pedofolia

Idade das Trevas. Eis um período intrigante de nossa História que não poderemos apagar dos livros. Apagadas foram as fogueiras com o banho de água fria dos iluministas. E ainda bem que Nietzsche e seus aforismos não tinham nascido, senão a fogueira consumiria o calor de seus escritos e de sua ousadia autêntica.

Em seu livro O Anticristo, Nietzsche acusa a Igreja Católica de ser falaz e de hipócrita. De fato. A Idade das Trevas claramente foi uma época em que as indulgências eram a moeda e a certeza de um lugar no céu — mesmo se fossem poucos metros quadrados. A personagem protagonista dessa história é Martinho Lutero. Suas 95 teses pregadas na igreja de Wittenberg eram a prova de que algo estava errado.

Com o advento da comunicação impressa, graças a Gutemberg, Lutero foi capaz de espalhar sua ideologia por toda a Alemanha, no qual mostrava a verdadeira face da Igreja Católica. A população na época não tinha acesso a livros (só os nobres eram alfabetizados); é bem verdade que a Igreja “guardava” os livros para controlar os pensamentos do senso comum — o Índex que o diga.

Sem mais delongas, não dava pra guardar mais um segredo desses: pedofilia. Isso existe em todo canto, certo. Mas a Igreja, como instituição responsável pela vida e pela alma de milhares de fiéis convictos e cientes da santidade dos padres, que por sua vez tratam-se de uma espécie de ponte entre Deus e os homens comuns-mortais-pecadores, não pode, não pode, não poderá levar em frente o celibato.

A questão também envolve esse tópico. O homem é instinto. É animal puro. Não se pode tirar o desejo de dentro desses padres, gente! Padre casado já! Ele dará conta da Igreja e da sua casa, sem dúvidas. A Igreja parece que ainda vive na Idade das Trevas — viu aí leitor que o começo tinha sentido?

Homossexualismo: isso sim é que teria de ser discutido. Em Arapiraca, com o escândalo de pedofolia que ganhou notoriedade a nível internacional, a coisa ficou feia. Monsenhores Luiz Marques e Raimundo e padre Edílson foram desmascarados. Ser gay é normal. Mas não para o catolicismo, a raça ariana das religiões.

Intrigante mesmo é ver os fiéis aprendendo posições novas com os padres. Dona Deise, com seus mais de 80 anos, viu o vídeo de monsenhor Luiz Marques fazendo sexo com um ex-coroinha. Um 69 lateral. Só assim ela acreditou.

— Tá vendo agora, mamãe, o que é sexo oral?!
— E é isso, é? — perguntou ela, ingênua. — Pensei que esse sexo era na “hora” que o marido quisesse — disse ela, apontando para o relógio do punho esquerdo.

Então sexo anal seria “de ano em ano”? Não sei. Só sei que o vídeo não é montagem.
— É montagem, sim!
— Ora, montagem... só se for um montando no outro e falando: “Pega aqui no meu ‘baixo clero’, vem!”.

Mas os padres negam: “Eu nunca dei, não dou, não darei e nunca mais vou dar de novo”. Que bom! Sinal de que os tempos avançam e Igreja continua sendo honesta. E colocando a boca onde não é chamada.